Saúde na Gestação

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012




Você está ansiosa para engravidar, mas a menstruação acaba de chegar. Não desanime, esse é um recado da natureza de que o seu corpo está se preparando para uma futura gestação. Em duas semanas, o óvulo será liberado pelos ovários e, se tudo der certo, vai ser fecundado pelo espermatozoide. A partir daí, sim, você estará oficialmente grávida! Como o planejado é engravidar, uma dica é começar, desde já, a tomar suplementos de ácido fólico, uma vitamina essencial para o desenvolvimento do sistema nervoso do bebê e que se torna muito mais eficaz quando ingerida já antes do pré-natal.

Por que a contagem começa agora?
Você deve estar confusa: ainda não está grávida e a contagem já começou. É assim mesmo. Como as mulheres dificilmente se lembram da data exata da concepção, os médicos escolheram um modo mais fácil de fazer as contas. Para evitar erros, a gestação é calculada a partir do primeiro dia da última menstruação. Assim, o bebê, de acordo com essa fórmula aceita universalmente, é esperado para entre 280 e 286 dias, ou 40 semanas, a partir dessa data. Já para mulheres com ciclos menstruais muito irregulares, os obstetras recomendam um exame de ultrassom cerca de quatro semanas após a suspeita da gravidez. Nesse estágio, o médico, por meio da formação do saco gestacional, pode avaliar a data provável do parto.
  Exames:


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Sangue, fezes, urina... são muitos os testes que devem ser feitos pela gestante durante os nove meses de gestação. Fique atenta a eles

Esses são os exames que toda mulher, ao saber que está grávida, precisa fazer e que todo médico solicita. “Recentemente, acrescentamos também sorologia para as hepatites B e C. Assim, conseguimos evitar que o bebê seja infectado pela mãe”, explica o ginecologista e obstetra Luiz Roberto Milano Silva, membro da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo. A lista é grande, mas todos, com exceção do de urina e fezes, são analisados com base em exames de sangue e podem ser feitos no mesmo dia.

Hemograma completo
Detecta anemia e infecções. A mulher precisa estar em jejum de três horas. “Esse exame dever realizado mensalmente durante a gestação”, afirma o ginecologista e obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Glicemia
Útil para detectar intolerância à glicose e diabete. Será repetido na 26ª semana de gravidez, quando o corpo apresenta mais dificuldade para assimilar o açúcar. Realizado em jejum de oito horas.

Sistema ABO e fator Rh
Verifica o tipo de sangue e se o fator Rh é positivo ou negativo. Caso a mulher seja Rh negativo e o homem Rh positivo, há o risco de o corpo dela produzir anticorpos contra o sangue do bebê. Com esse exame, é possível impedir a produção dos anticorpos com medicação específica.

HIV (vírus da imunodeficiência humana)
Mostra a presença do vírus que causa a aids. A gestante precisa autorizar sua realização.

Sorologia para rubéola
Avalia se a mulher tem imunidade contra o vírus da rubéola (extremamente grave para o feto), seja por vacina, seja por ter tido contato com a doença. Realizado em jejum de três horas.

Reação para toxoplasmose
Acusa se a grávida já teve alguma infecção causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Esse microorganismo pode provocar danos nos nervos e na visão do feto. Realizado em jejum de oito horas.

VDRL
Essa é a sigla em inglês para venereal disease research laboratory, que, em tradução livre, significa algo como pesquisa laboratorial de doença venérea. Como o nome denuncia, é útil para detectar problemas como a sífilis. A bactéria por trás desse mal, a Treponema pallidum, pode provocar aborto, parto prematuro e más-formações caso a mãe seja portadora do microorganismo.

Sorologia para hepatite B e C
Mostra a presença dos dois tipos de vírus.

Sorologia para citomegalovírus
Indica se a paciente já foi infectada ou não pelo vírus.

Urina
Revela a presença de uma eventual infecção urinária e, segundo o obstetra Marco Antônio Lenci, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, também pode ser útil na detecção de proteínas em gestantes hipertensas – o que indica a presença de pré-eclampsia. Também é válido para o acompanhamento de grávidas diabéticas. Deve ser realizado com a primeira urina da manhã ou após três horas sem urinar. Isso para que o líquido esteja com concentração adequada para ser examinada.

Fezes
Verifica se há parasitas no intestino. Não há uma razão específica, mas deve ser realizado no início da gravidez, em três dias diferentes.


Saúde da Criança

Recém-nascido: 18 cuidados essenciais O nascimento do primeiro filho gera ansiedade dúvidas: por que ele não para de chorar? O que fazer para aliviar as cólicas? Qual o jeito certo de segurá-lo? Descubra


1. Por que o recém-nascido chora tanto?
O bebê chora porque quer alguma coisa. Os motivos variam: fome, fralda suja, frio, calor, posição desconfortável, incômodo, irritação por barulho ou luz, estresse diante da movimentação de adultos e por aí vai. É claro que, às vezes, o cansaço e a falta de sono podem fazê-lo perder a paciência. Mas lembre: essa é a única forma de expressão do pequeno. Se você perceber que está irritada demais, peça ajuda a alguém, tente sentar, respirar fundo e se acalmar. Tudo vai dar certo. Mesmo porque, a partir dos quatro meses, a tendência é que o pequeno chore menos.

2. O que posso fazer para aliviar as cólicas?
A cólica é um fantasma que habita o inconsciente coletivo das mães, já que ela realmente pode tornar a vida dos pais um tanto angustiante nas primeiras semanas de vida da criança. Mas não perca as estribeiras. As cólicas são normais. Fazem parte do amadurecimento natural do sistema digestivo do pequeno. E não adianta medicar ou dar produtos naturais. Isso pode ser até perigoso, causando intoxicações. O melhor remédio é o leite materno. Aquecer a barriga, aconchegar o bebê e deixá-lo na posição fetal também são medidas que ajudam a contornar a situação. Agora, é preciso saber se a cólica é mesmo o motivo da choradeira. A confusão é bastante comum. Choro de cólica é aquele mais intenso, que começa e termina de forma repentina.

3. Posso dar água ou chá para meu bebê?
De preferência, não. O leite materno nutre, hidrata e acalma, suprindo todas as necessidades da criança. Quando a mãe dá chá ou água, o pequeno deixa de tomar o leite materno e ingere quantidades menores de proteínas e calorias necessárias para o seu desenvolvimento. Sem falar que a maioria dos chás contém estimulantes que deixam o bebê agitado. Se forem servidos com açúcar, pior ainda. Os grãos podem fermentar e causar cólicas. Além disso, há o risco da chamada confusão de bicos, que faz com que a criança largue o peito da mãe sem necessidade e adote a mamadeira.

4. Qual o jeito certo de segurá-lo?
É normal: carregar um recém-nascido dá aflição. Até mesmo para a mãe. Afinal, segurar no colo alguém tão pequenino e flexível requer bastante cuidado – mas nada que você não tire de letra nos primeiros dias. Como a musculatura do pescoço é pouco desenvolvida, é preciso apoiar bem a cabeça e as costas do bebê. A melhor maneira de fazer isso é encaixar a cabeça na dobra do cotovelo e as costas no antebraço. Importante: nunca faça movimentos bruscos e preste atenção para não pressionar demais, ou bater, a parte superior da cabeça da criança, também chamada moleira, já que os ossos do crânio ainda não estão totalmente formados.

5. Qual o melhor horário para dar o banho?
Não existe regra. Em geral, as mães preferem dar à noite para acalmar a criança antes do sono, além de contar com a ajuda do marido. Mas o critério é pessoal. Pode ser em qualquer horário. O mais importante é verificar a temperatura da água com a parte sensível do seu braço, ou com o punho. Se estiver morna, coloque o bebê ali sem receio. Não há necessidade de termômetro. Mas, caso queira usá-lo, veja se marca algo entre 36 e 37 ºC. Ao entrar na água, ele chora? Não se culpe por isso. É normal esse tipo de coisa acontecer. Os pequenos se assustam nessa hora por insegurança. Para contornar a situação, enrole-o em uma fralda de pano em posição fetal. Isso lhe trará o conforto e a segurança de que tanto necessita. Depois, vá soltando a criança ao poucos, até ela se acostumar.

6. Em que posição devo colocá-lo para dormir?
De barriga para cima, e sem neura. Os estudos mais recentes mostram isso. Fique tranquila se o leite voltar. Seu pequeno terá reflexos para se defender. Ainda assim, é muito importante só deitá-lo depois de arrotar. Se a criança regurgita demais, é possível usar suportes triangulares para mantê-la deitada de lado, sempre com travesseiro do tipo antissufocamento. Em caso de refluxo, além do acompanhamento médico, procure inclinar a base do berço o máximo que der. Só não passe dos 45 graus.

7. É normal fazer cocô muitas vezes num único dia?
No começo, o bebê evacua a cada mamada. Como ele só se alimenta de leite, é absolutamente normal que as fezes sejam pastosas. Em alguns casos, podem até ser líquidas com gruminhos. Por isso, não precisa se preocupar: ele não está com diarreia. A cor também é bastante característica: amarelo-ouro.

8. Tudo bem se ele ficar muitos dias sem fazer cocô?
O recém-nascido pode ficar até dois dias sem evacuar. Isso não é comum, principalmente em crianças que mamam no peito, mas pode acontecer. Uma dica é estimular o ânus do bebê com uma gaze enrolada no dedo. Em geral, só de tocar superficialmente a região, o pequeno já consegue fazer cocô. Se o problema persistir, procure um pediatra.

9. O bebê precisa arrotar toda vez que mama?
Ele não precisa necessariamente arrotar, mas o ritual do colo é fundamental e tem de ser repetido depois de cada mamada. Deixe a criança em posição vertical deitada de barriga sobre seu tórax e dê tapinhas muito sutis nas costas. Ela deve arrotar logo. Agora, se não ouvir a eructação (sim, esse é o nome) após 15 minutos, pode deitá-la sem medo. O arroto é importante porque o bebê engole ar enquanto suga o leite e precisa colocá-lo para fora. Caso contrário, vai ficar incomodado e até regurgitar.

10. Posso sair pra passear com ele?
Sim, desde que siga algumas regras básicas. A primeira delas, muitas vezes esquecida, é colocar a criança sempre na cadeirinha própria para transporte em automóveis. Outra: fuja de locais fechados e aglomerações, mesmo que seja na casa dos avôs. Um simples resfriado pode ter consequências mais sérias em um recém-nascido. O frio e o vento também podem ser bastante nocivos para o bebê. Procure agasalhar principalmente a cabeça dele. Mas sem exageros. Calor demais faz mal.

Saúde é Direito de Todos

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

 

 Conforme está expresso na Constituição, a saúde não está
unicamente relacionada à ausência de doença. Ela é determinada
pelo modo que vivemos, pelo acesso a bens e consumo,
à informação, à educação, ao saneamento, pelo estilo de vida,
nossos hábitos, a nossa maneira de viver, nossas escolhas. Isso
significa dizer que a saúde é determinada socialmente.
O artigo 198 da Constituição define que as ações e serviços
públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada
e devem constituir um sistema
único, organizado de acordo
com as seguintes diretrizes:
 

1. Descentralização, com
direção única em cada
esfera de governo;
 

2. Atendimento integral,
com prioridade para as
atividades preventivas,
sem prejuízo dos serviços
assistenciais;
 

3. Participação da
comunidade.
Em dezembro de 1990, o
artigo 198 da Constituição Federal
foi regulamentado pela
Lei nº 8.080, que é conhecida
como Lei Orgânica de Saúde ou
Lei do Sistema Único de Saúde
(SUS). Essa lei estabelece como
Portanto, para se falar em
saúde temos que pensar:
• Na moradia;
• Nas condições de trabalho;
• Na educação;
• No modo como
nos divertimos;
• Na alimentação;
• Na organização dos serviços
de saúde;
• Na preservação dos
recursos naturais e do
meio ambiente – mares,
rios, lagos, florestas etc.;
• Na valorização das
culturas locais;
• Na participação popular;
• No dever do governo de
melhorar as condições
de vida do povo.